Equipa de Geofísica percorre a Península Ibérica em campanha de investigação científica

21/09/2026 - Equipa de Geofísica percorre a Península Ibérica em campanha de investigação científica

A equipa de Geofísica da ERA Arqueologia partiu numa campanha intensiva de investigação científica pela Península Ibérica, unindo ciência, tecnologia e património ao longo de 10 dias de trabalho de campo.

Neste período, a equipa percorre estradas que unem diferentes paisagens, culturas e épocas históricas. Dos celtibéricos aos romanos, cada sítio visitado guarda uma história única — e cada uma delas está a ser abordada com as mais avançadas metodologias de prospeção geofísica.

Esta campanha representa aquilo que melhor define a arqueologia do século XXI: a combinação entre ciência, tecnologia e património. Cada perfil geofísico adquirido, cada hectare prospectado e cada anomalia detetada contribuirão para projetos de investigação que procuram responder a novas questões sobre a organização das paisagens antigas e a evolução das sociedades que as habitaram.

 

Etapa 1 — Borobia (concluída)

A primeira etapa da campanha teve lugar em Borobia (Espanha), onde a equipa finalizou os trabalhos de prospeção geofísica integrados num projeto de investigação científica. Os resultados obtidos revelaram indícios muito promissores, permitindo perspetivar a existência de um sítio arqueológico com elevado potencial para futuras investigações.

Um dos momentos mais gratificantes desta pequena campanha foi a apresentação preliminar dos resultados à arqueóloga responsável, ao alcaide e à população local, demonstrando como as metodologias não invasivas podem gerar novo conhecimento sobre o património arqueológico e aproximar a ciência das comunidades.

"Ver o interesse e o entusiasmo de quem vive junto deste património recorda-nos porque fazemos aquilo que fazemos", partilha a equipa.

 

Etapa 2 — La Morterona, Saldaña (Palência) (concluída)

A campanha prosseguiu no Yacimiento Arqueológico de La Morterona, em Saldaña (Palência), um dos sítios arqueológicos mais importantes do norte de Espanha. Este vasto assentamento apresenta uma longa sequência de ocupação, desde a Idade do Ferro — com um importante núcleo vaceu/celtibérico — até aos períodos romano, visigótico e medieval.

Ao longo dos últimos dias, a equipa realizou a prospeção geofísica de cerca de 7 hectares, contribuindo para o conhecimento da organização interna deste antigo núcleo urbano. Estudos recentes já permitiram identificar parte da malha urbana e vários edifícios, revelando a dimensão e complexidade deste importante centro de povoamento com cerca de 200 hectares.

A geofísica permite acrescentar novas peças a este enorme puzzle, ajudando a compreender como evoluiu a cidade ao longo de mais de um milénio de ocupação humana.

 

Ciência que se aprende no terreno

Mas o trabalho de campo não se resume à recolha de dados. Numa pausa dos trabalhos, a equipa teve a oportunidade de visitar a extraordinária Villa Romana La Olmeda. Para quem interpreta diariamente mapas de anomalias geofísicas, observar estruturas arqueológicas preservadas e escavadas é uma ferramenta de aprendizagem fundamental — ajuda a relacionar aquilo que vemos nos dados com a realidade arqueológica existente no terreno, melhorando a qualidade das futuras interpretações.

Igualmente importante é o contacto com os arqueólogos e investigadores locais. A troca de experiências, ideias e conhecimentos constitui uma das maiores riquezas destas campanhas e recorda-nos que a arqueologia é, acima de tudo, um esforço colectivo para compreender o passado.

 

Etapa 3 — Santa María del Campo e outros locais (em curso)

A viagem continua, com passagem prevista por Santa María del Campo e outros locais de elevado interesse patrimonial, sempre lado a lado com equipas de investigação, na produção de conhecimento científico de excelência.

 

Próximas atualizações

Assim que recebermos novas informações do terreno, esta notícia será atualizada com os resultados e experiências das próximas etapas. 

 

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