Largo do Chão das Covas, Évora

Estes trabalhos foram adjudicados à ERA-Arqueologia pela João Jacinto Tomé e decorreram entre 7 de Dezembro de 2015 e 15 de Janeiro de 2016. Consistiram no acompanhamento arqueológico da abertura mecânica de valas na zona envolvente ao Largo do Chão das Covas, em Évora.

O acompanhamento arqueológico permanente de todas as movimentações de terras permitiu a identificação de algumas estruturas e vestígios arqueológicos, na sua maioria já profundamente afetados por extensas alterações no subsolo da cidade. Todavia, durante a realização desta empreitada, nenhum dos achados arqueológicos foi afetado ou destruído, tendo sido elaborado o seu registo para memória futura.  
 
Na Travessa dos Estaços, junto à Porta de Avis, foram identificadas duas estruturas em argamassa que, embora bastante destruídas, podem ser integradas em contextos de época medieval. Na Rua do Muro, foi identificado um piso em argamassa associado a uma calçada apresentando vala de escoamento de águas. Pode corresponder a um pátio interno de uma anterior habitação, possivelmente de época moderna. 
 
Durante a travessia da Rua de Aviz, também já perto da Porta homónima, identificou-se uma estrutura em argamassa com um derrube de tijolo associado. Encontrava-se bastante destruída, mas podemos integrar estes achados também em contexto moderno. 
 
O Largo do Chão das Covas era, à partida, um dos locais onde se sabia, por via popular, da existência de silos, como o próprio topónimo indica. A abertura de valas no local não confirmou totalmente essa situação. Apenas num dos recantos do Largo conseguimos registar 3 silos ou fossas, sendo que, na restante extensão dos trabalhos realizados no local, não foi possível observar nenhum outro contexto arqueológico conservado, tendo-se inclusive verificado a existência do afloramento rochoso quase à superfície. 
 
Nas imediações do Largo do Chão das Covas, na Travessa do Passarinho, foi registada uma calçada de pedra tosca bastante conservada. Podemos atribuir esta calçada ao período moderno, porventura a calçada original da Travessa, que antes cruzava o Aqueduto da Água da Prata (hoje a cota do pavimento subiu bastante e apenas é possível a travessia pedonal naquele local).