Parque de Estacionamento Subterrâneo da Praça do Príncipe Real, Lisboa

Promovidos pela EMPARK/ESLI, em 2013, este trabalhos decorreram no âmbito do planeamento e licenciamento de um projeto de construção de um parque de estacionamento subterrâneo localizado na Praça do Príncipe Real, em Lisboa.

Dada a sensibilidade patrimonial e arqueológica da área em questão, o promotor considerou fundamental proceder a uma sistematização da informação arqueológica e patrimonial edificada ali conhecida. Dessa forma, seria possível fornecer dados consistentes ao promotor e ao projetista que tornassem possível a compatibilização do empreendimento com a salvaguarda do património histórico-arqueológico, muito em particular das estruturas ali existentes e enquadradas com o sistema do Aqueduto das Águas Livres.

Assim, foi solicitada à ERA Arqueologia a concretização de uma pesquisa histórico-arqueológica e de um plano de intervenção arqueológica que permitissem fornecer ao promotor meios de dar resposta às condicionantes legais relativas ao enquadramento deste projeto na sensível área do Príncipe Real.

Esta intervenção possibilitou o estabelecimento de uma cartografia de sensibilidade patrimonial que permitiria, no futuro, enquadrar medidas de minimização adequadas aos impactes resultantes da empreitada. Por outro lado, foi apresentada uma estratégia de diagnóstico a realizar em fase prévia à empreitada (trabalhos enquadráveis no estabelecido na revisão do PDM de Lisboa – 2012), sendo também propostas normas de atuação arqueológica a implementar em fase de obra.

 

SONDAGENS GEOTÉCNICAS

Estes labores arqueológicos foram realizados no âmbito do empreendimento Sondagens Geotécnicas para a construção do parque de estacionamento subterrâneo. As sondagens foram desenvolvidas pela empresa Geocontrole S.A. e decorreram entre os dias 2 e 3 de Junho de 2014.

Os trabalhos de sondagem geotécnica começaram pela escavação por meio manual de 2 sondagens de 1 x 1.5 m até a uma profundidade mínima de 1.5 m. Atingido o nível pretendido, foram feitas as perfurações no centro das sondagens com uma máquina de furação à rotação com amostragem contínua.

Não foram identificados vestígios arqueológicos preservados, apenas níveis de aterro já muito remexidos pela implantação de condutas de cronologia contemporânea. Apesar de não se terem identificados níveis arqueológicos ou estruturas preservadas, considerou-se que toda a área do Parque do Príncipe Real apresentava condições favoráveis ao aparecimento deste tipo de realidades, nomeadamente estruturas relacionadas com o abastecimento de água ou antigos alicerces de construções preexistentes.

Assim, propôs-se a realização de acompanhamento arqueológico permanente de todas as movimentações de terra a realizar no âmbito do futuro projeto.