Zona da Graça, Lisboa

Esta intervenção consistiu no acompanhamento de obra dos trabalhos de revolvimento do subsolo necessários à construção de uma rede de telecomunicações, promovida pela Novis, entre a Caixa M_LIS_2888_B do STM (Serviço de Transmissões Militares) e uma Caixa pré-existente da PT (Portugal Telecom), na Praça António Sardinha.

Realizados entre 9 de Abril e 1 de Maio de 2003, estes trabalhos foram adjudicados à ERA-Arqueologia pela Visabeira, Lda, entidade executante deste projecto, inserindo-se no âmbito da minimização de impactes negativos sobre o património decorrentes de revolvimentos de subsolo. O acompanhamento da área em questão foi exigido à entidade executante pela Câmara Municipal de Lisboa.

A zona que foi alvo de acompanhamento entre a Rua Angelina Vidal e a Praça António Sardinha, passando pela Rua Penha de França, não apresentou nenhum vestígio de tipo arqueológico, incidindo grande parte da abertura das valas em entulhos de cronologia recente ou em areias de possível origem marinha.

Foi de notar, na altura, a tardia ocupação desta zona da cidade, funcionando durante muitos anos como um arrabalde não ocupado. Corroborando esta constatação, não se detectaram vestígios arqueológicos durante os trabalhos de remoção de terras para a implantação dos tubos de telecomunicações. Todos os vestígios cerâmicos registados eram provenientes das terras removidas, sendo exclusivamente de cronologia contemporânea.