Largo do Carmo, Lisboa

Este acompanhamento arqueológico enquadrou-se numa perspectiva de minimização de impacte sobre eventuais vestígios patrimoniais a serem afectados pelos trabalhos de abertura de valas de instalação de uma rede de telecomunicações de fibra óptica. Adjudicado à ERA-Arqueologia pela COLT, foi levado a cabo, em 2006, no Largo do Carmo, Rua da Condessa, Rua da trindade e Rua Nova da Trindade.

A abertura de vala decorreu em zona classificada de Zona de Intervenção de Nível 1 do Plano Director Municipal da Cidade de Lisboa, tendo-se verificado previamente que todas as valas seriam abertas em áreas com outras infraestruturas. Pretendeu-se com o acompanhamento arqueológico a verificação de possíveis alterações ao projecto inicial, assim como à detecção de eventuais vestígios arqueológicos que pudessem ser afectados pelo decurso dos trabalhos, e a sua caracterização científica e patrimonial.

O acompanhamento incidiu sobre trabalhos de movimentação de terras com afectação no subsolo da área do projecto. Na sequência da abertura de uma travessia, verificou-se a presença de uma estrutura arqueológica e um possível pavimento associado, cronologicamente enquadrável no século XVIII. A mesma não foi afectada pelo decurso dos trabalhos de abertura, tendo sido possível a passagem dos cabos por baixo da mesma através do nível geológico.

No decurso da movimentação de terras não se observaram elementos materiais de carácter arqueológico. Os materiais existentes correspondiam a materiais cerâmicos de construção de cronologia recente e a uma frequência ocasional de argamassa eventualmente solta de alguma estrutura arqueológica.