Central Hidroeléctrica de Serpa, sítio Alpendres 3

A ERA-Arqueologia levou a cabo, em 2009, acções de diagnóstico arqueológico numa perspectiva de minimização de impactes sobre o património cultural decorrentes da execução da Conduta Elevatória de Pedrogão, da Central Hidroeléctrica de Serpa e Estação Elevatória de Torre do Lóbio. O objectivo principal foi recolher informações sobre os sítios a afectar.

O núcleo B do sítio Alpendres 3 foi interpretado como uma área de corte, sendo possível observar cortes nos afloramentos rochosos para extracção de pedra e fragmentos de cerâmica comum e nódulos de escória (EIA). Este núcleo estaria relacionado com o núcleo A (fora do objecto deste trabalho), que corresponde a uma área de habitat, possivelmente uma villa. Na carta Arqueológica de Serpa este sítio surge classificado como romano, com uma dispersão de materiais à superfície em cerca de 400 m2.

A Central Hidroeléctrica de Serpa seria construída na base de um cerro onde se encontra uma possível villa, verificando-se materiais de cronologia romana nas encostas. Por este motivo, o plano de minimização de impactes previu a realização de sondagens manuais num total de 30 m²2. Tendo em conta as características do sítio e da afectação programada, optou-se por efectuar cinco sondagens dispersas pela encosta perto do limite da área de indemnização.

Após a escavação das sondagens de diagnóstico não se observou a existência de qualquer estrutura ou nível arqueológico conservado. Na sondagem 3 não surgiu qualquer tipo de vestígio arqueológico, sendo que nas restantes apenas apareceram pequenos fragmentos de cerâmica comum e telha de meia cana. Destacou-se apenas a ocorrência de um pequeno fragmento de terra sigillata na sondagem 4.

Tendo em conta os resultados da intervenção, preconizou-se o acompanhamento arqueológico permanente aquando da escavação do terreno para a construção da Central Hidroeléctrica.