Calçada do Combro, 127, Lisboa

No âmbito da abertura de valas para a instalação de tubagens de telecomunicações de ligação ao edifício 127 da Calçada do Combro e Travessa da Condessa do Rio (frente ao 14), este acompanhamento arqueológico decorreu durante os meses de Março (26), Abril (14 a 28) e Maio (08) de 2009.

Os trabalhos enquadraram-se numa perspectiva de prevenção de impactes sobre o património arqueológico e foram adjudicados à ERA por ACF, S.A. O acompanhamento visou prevenir o impacto provocado pela remoção de terras no subsolo resultante desta empreitada, salvaguardando o património.

No decurso da intervenção não foram identificados contextos arqueológicos preservados. Possibilitou-se apenas a identificação de restos de elementos construídos, já muito truncados e de difícil interpretação, na vala da Calçada do Combro e a escassos metros do topo da superfície actual (entre 0,70m a 0,60m).

Pensámos, no entanto, que as estruturas identificadas poderiam corresponder ao que restou de um sistema de saneamento/encanamento de líquidos, que existiria sob os edifícios actualmente existentes na Calçada (nomeadamente o edifício nº 127), à excepção do maciço de blocos de calcário e argamassa registado no troço final da vala.