Lanço B, Nó de Grândola Sul (IP1)/Figueira de Cavaleiros, sítio de Altavasca 1

Estas acções de prospeção geofísica enquadraram-se no âmbito da minimização de impactes sobre o património arqueológico decorrentes da execução do Lanço B (Nó de Grândola Sul (IP1)/Figueira de Cavaleiros) da auto-estrada que integra a Subconcessão do Baixo Alentejo.

Os trabalhos de campo, realizados por Helmut Becker e Christian Schweitzer sob a responsabilidade arqueológica e o apoio logístico da ERA, decorreram entre 26 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2011. Foram executados num sítio de cronologia romana que não tivera qualquer intervenção arqueológica prévia, tendo sido identificado em plena via (PK 13+725) no âmbito do acompanhamento arqueológico deste lanço.

Pretendia-se uma recolha de dados através de prospeção geofísica e respetiva interpretação sobre o tipo de realidades existentes. A realização destes trabalhos de diagnóstico, nomeadamente, a obtenção de uma planta das eventuais estruturas e contextos existentes na área de afetação, visava delimitar a área efetiva do sítio e fornecer dados fiáveis para um planeamento consistente da sua escavação integral, uma vez que se localizava em plena via.

                               Trabalhos de campo. 

De um modo geral, os resultados obtidos na área prospectada no sítio designado por Altavasca 1 confirmaram a existência de uma ocupação de época romana já muito afetada. As imagens obtidas permitiram identificar a presença de diversos edifícios estendendo-se para Sul e Oeste do cabeço, possibilitando a percepção das áreas melhor conservadas e a elaboração de um plano de trabalhos subsequente.

Assim, face aos resultados obtidos, e tendo em conta que estes vestígios se encontravam, como se referiu, em plena via (estendendo-se para fora da área de afetação), sendo a sua destruição inevitável, propôs-se um plano de trabalhos para proceder ao seu salvamento através do registo arqueológico.

 

ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA

Os trabalhos arqueológicos de escavação manual e mecânica no sítio Altavasca 1 foram realizados entre os dias 29 de Junho e 25 de Julho de 2011. 

Executaram-se 17 sondagens de diagnóstico (num total de 207 m2), prevendo-se inicialmente o recurso exclusivo de meios manuais, tendo-se posteriormente alterado para meios mecânicos, o que se justificou pela ausência de contextos arqueológicos preservados na maioria das sondagens. Levou-se também a cabo a decapagem mecânica de 81 m² na Sondagem 9, tendo como objetivo definir os limites dos derrubes identificados.

Foram identificados contextos arqueológicos preservados nas sondagens 5, 6 e 9, que podem ser datados do período romano. A área de derrubes registada na sondagem 9 excedia os limites das áreas inicialmente previstas para o diagnóstico deste sítio, tendo-se posteriormente procedido a um alargamento de mais 69 m2 de forma a determinar os limites dos derrubes, ação levada a cabo por meios mecânicos. 

Após a realização destes trabalhos e da decapagem geral deste local, considerou-se que o diagnóstico se encontrava concluído e que a área poderia ser desbloqueada para a progressão da obra com acompanhamento arqueológico.