Praça Joaquim António de Aguiar, Rua José Elias Garcia e Rua João de Deus, Évora

Os trabalhos arqueológicos realizados no âmbito da empreitada de colocação de infraestruturas de telecomunicações na Praça Joaquim António de Aguiar, na Rua José Elias Garcia e na Rua João de Deus, em Évora, foram adjudicados à ERA pela FUJITSU TELECOMUNICAÇÕES PORTUGAL, S.A. e decorreram entre os dias 8 e 28 de Outubro de 2014.

Inicialmente, estava prevista a instalação de um armário e abertura de uma vala de 4m na Praça Joaquim António Aguiar; a instalação de uma CVP e abertura de uma vala de 7m na Rua José Elias Garcia; a instalação de uma CVP e abertura de 3m de vala na Rua João de Deus. Contudo, com o decorrer dos labores, existiu a necessidade de alteração ao plano inicial, minimizando-se a necessidade de abertura de valas devido à presença de infraestruturas (água, gás, electricidade, saneamento e comunicações).

No que respeita a ocorrências patrimoniais e arqueológicas, foi identificada, na Rua José Elias Garcia nº 39 (Largo de Camões), uma estrutura composta por dois muros paralelos com a orientação Oeste-Este, constituídos essencialmente por pedras de granito ligadas entre si por uma argamassa de areia branca. Na sequência desta identificação, decidiu-se aterrar a estrutura até ao seu topo e afastar a CVP de modo a salvaguardar a integridade da mesma, evitando quer o seu desmonte parcial, quer a sua afectação por adição de cimento decorrente da construção da CVP.

A presença desta estrutura já teria sido registada aquando dos trabalhos arqueológicos que decorreram em 2003 neste local. De facto, foram então identificadas estruturas cronologicamente enquadradas entre o séc. XV e XVI, uma correspondendo a um poço/cisterna e outra interpretada como sendo o negativo da fonte datada do século XVI, que actualmente se encontra no Largo de Avis, em Évora (LEMOS, C; MAIA, M. 2003). Deste modo, pareceu seguro aferir que esta seria uma estrutura de apoio ao poço/cisterna ou à fonte já referida.

Nas restantes localizações, não se registaram quaisquer evidências patrimoniais ou arqueológicas afectadas pela empreitada. Esta situação decorreu do elevado grau de revolvimento que estas zonas apresentavam devido à implantação de infraestruturas em momentos anteriores. Com o término das intervenções no subsolo, deram-se por concluídas as acções de acompanhamento arqueológico, considerando-se alcançados os objectivos previstos no plano de trabalhos.