ETAR da Amieira e Alqueva, Portel

O acompanhamento arqueológico realizado no âmbito da empreitada ao projecto Reformulação dos projectos das ETAR de Amieira e Alqueva, em Portel, foi adjudicado à ERA pelas Águas do Centro Alentejo. Os trabalhos decorreram por fases, conforme calendarização da obra: fase 1, entre Março e Junho, de 2015.

O terreno da construção da ETAR da Amieira caracterizava-se, originalmente, por uma elevação com declive não muito acentuado que se estendia até as águas da Barragem do Alqueva, localizadas no quadrante N da obra, a cerca de 100 metros. Quanto aos trabalhos de revolvimento do subsolo, a área da obra foi completamente regularizada através do arrasamento completo da encosta nos quadrantes SO, NO e N; no lado NE da obra, pelo contrário, foi constituído um aterro.

A monitorização das obras permitiu identificar e registar alguns dados arqueológicos, embora com pouca relevância patrimonial. No entanto, foi possível observar contextos arqueológicos contemporâneos, como, por exemplo, um local de extração de pedra, uma lixeira do último quartel do século XX, uma estrutura hidráulica (que poderia ter sido um moinho) e dois muros de divisão de propriedade. Os elementos patrimoniais foram afetados pela obra e mereceram registos gráficos e fotográficos.

Durante o acompanhamento da obra verificou-se que a leitura estratigráfica era simples, caracterizando-se por camadas vegetais que cobriam o substrato rochoso em xisto. Por outro lado, apesar da reduzida estratigrafia observada, coube ainda registar a recolha de algum espólio cerâmico contemporâneo, constituído essencialmente por faianças e cerâmica vidrada.