Estação Arqueológica de Vila Fria, Silves

Os trabalhos de diagnóstico arqueológico na Estação Arqueológica de Vila Fria, em Silves, surgiram no âmbito de um processo que visava a implementação de um Plano Global de Actuação Arqueológica com incidência na Estação e envolvência. Estas estavam abrangidas no planeamento inerente ao Núcleo de Desenvolvimento Turístico de Vila Fria, para o qual se projectavam utilizações e intervenções passíveis de afectar positivamente ou negativamente os contextos arqueológicos.

Realizadas entre 10 e 19 de Outubro de 2005, as sondagens de diagnóstico tiveram os seguintes desígnios: avaliação do grau de impacte sofrido; definição dos limites do sítio arqueológico; avaliação do potencial arqueológico de Vila Fria; e avaliação do potencial do sítio quanto a uma possível valorização e musealização. Foram implantadas no terreno de acordo com os objectivos deste trabalho.

Os resultados das sondagens permitiram determinar e avaliar os diferentes tipos e graus de impacte produzidos sobre a estação arqueológica de Vila Fria. Foi também possível estabelecer genericamente os limites da villa, pois os vestígios do sítio arqueológico concentraram-se num raio com cerca de 100 metros a partir de um ponto central.

O sítio arqueológico apresentou estruturas relativamente bem conservadas, nomeadamente, muros de alvenaria, pavimentos em argamassa ou opus signinum que se enquadraram grosso modo em época romana. Por fim, o bom estado de conservação das estruturas e a provável existência de níveis arqueológicos bem preservados conferiram ao sítio de Vila Fria um elevado grau de interesse patrimonial, viabilizando a aplicação de um projecto de valorização e musealização.